A manutenção da taxa básica de juros da economia em 14,25% ao ano, decidida pelo Copom (Comitê de Política Monetária) nesta quarta-feira (2), não indica que consumidores continuarão a encontrar as mesmas condições de financiamento em bancos e no comércio.

Segundo levantamento da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), de janeiro para cá, a taxa média cobrada de consumidores passou de 7,56% para 7,67%. Em janeiro, o Copom surpreendeu o mercado e decidiu manter a Selic no atual patamar.

Miguel José Ribeiro De Oliveira, diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Anefac, avalia o risco de inadimplência em meio à crise faz com que bancos continuem a elevar as taxas cobradas do consumidor.

Já Marcelo Prata, do Canal do Crédito, considera que bancos não devem alterar as condições atuais de crédito. “De forma geral, os Bancos têm se antecipado ao Copom. Não acredito que tenha mudanças agora”, disse.

Para ele, as instituições financeiras vêm apertando o crédito por meio de uma seleção mais criteriosa de tomadores e não só pelo aumento dos juros cobrados.

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