Se tudo ocorrer como pleiteia a Sabesp, a partir de maio os clientes da companhia deixarão de ter descontos por economia de água e sobretaxa caso consumam mais do que a média registrada antes do início do período de crise hídrica, iniciada em 2014.
A empresa pediu à Arsesp, agência reguladora do serviço de água, luz e gás, para acabar com o programa de bônus de até 30% e multa. A ideia é que as contas com leitura a partir de 1º de maio já tenham a tarifa normal.
No comunicado sobre o tema, a Sabesp alega que “a situação hídrica atual permite uma maior previsibilidade sobre as condições dos mananciais”. Além de obras que aumentaram a oferta de água, mais chuvas que o esperado recuperaram o nível das represas que abastecem a Grande São Paulo.
No domingo, o sistema Cantareira estava com 35,5% de sua capacidade, descontando a reserva técnica. E as chuvas sobre o reservatório já ultrapassaram, no mês, a média histórica de março.
Fim da crise
No início deste mês, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que “a crise hídrica acabou”. A declaração foi contestada por especialistas, que temem aumento do consumo.
O fim da multa vinha sendo pleiteado por órgãos de defesa do consumidor, como o Idec, exatamente por causa da afirmação do governador.
Agora, a decisão cabe à diretoria da Arsesp, que tem reunião marcada para a próxima quarta-feira. Mas a agência pode convocar uma reunião extraordinária para discutir o assunto.
O bônus foi implantado no início de 2014, para incentivar que os consumidores economizassem água.
No ano passado, a Sabesp passou a cobrar sobretaxa nas contas de quem elevou o consumo “sem justificativa”.

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