Com a portabilidade, é possível buscar taxas melhores e tentar trocar o crédito. Antes de migrar a dívida, no entanto, é importante pesquisar.

“Se a instituição em que ele tem crédito não for a mais barata, vale conversar com o gerente”, afirma Edson Silva, fundador do site Negocie com seu banco, especializado em comparação de juros.

É a mesma orientação de Fernando Cosenza, diretor de sustentabilidade da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). “Às vezes, o banco em que você não tem conta pode oferecer uma condição melhor para conquistá-lo”, afirma.

A taxa de juros não deve ser o único item avaliado antes de migrar a dívida, afirma Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, associação de defesa do consumidor.

“Tem que saber exatamente o serviço que está contratando e pedir o custo efetivo total do empréstimos”, diz. Nele são incluídos encargos e taxas cobradas pelas instituições financeiras.

Os bancos também não podem condicionar a migração do crédito à compra de produtos, ressalta Renata Reis, supervisora da área de assuntos financeiros do Procon-SP.

MAIS NEGATIVAS

O momento econômico ruim fez com que as instituições financeiras fossem mais conservadoras na concessão de crédito, diz Renata. Com isso, há mais clientes com empréstimos negados.

O consumidor, porém, tem direito de saber as razões para a negativa.

“A regra que vale é a do direito básico à informação, que está no artigo sexto do código de defesa do consumidor. O cliente tem que ser informado sobre os motivos pelos quais o empréstimo foi rejeitado e o que é necessário para que seja aprovado”, diz.

Para Maria Inês Dolci, da Proteste, ter essa informação em mãos é importante para que o cliente consiga saber como melhorar sua nota de crédito. “Se ele souber por que [teve o crédito negado], pode trabalhar para conseguir para aumentar sua pontuação no banco”, diz.

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